Hoje o dia foi bem agitado e nem deu tempo de terminar toda
a atividade haha
As garotas do LAB
vieram pro CEPRE na parte da manhã
pra conhecer e ter novas experiências. Antes delas chegaram as senhoritas:
Bethy, Ana, tia Lilian e Fátima estavam de segredinho sobre a surpresa de hoje
e a Lau, Bruh e eu estávamos morrendo de medo do que estava por vir hehe Claro que a venda era inevitável né, a Flávia e a Luana chegaram e fomos guiadas até a sala adaptada para
tomarmos o ‘coffee break’.
Foi super divertido e complicadinho – tudo bem que a coordenação motora da pessoa aqui não
ajuda hehe -, como sempre a mesa
parecia ser mil vezes maior do que realmente era, mas os objetos foram fáceis
de ser identificados e como a Bruh e eu já conhecíamos
o ambiente foi mais fácil nos direcionar
por ele. Ah, eu derrubei ¾ da geléia na mesa, igualzinho eu fiz com a margarina
– LIGHT hehe - da outra vez.
Já pra Flávia e pra Luana foi mais difícil, pois elas não
tinham noção do espaço em que estavam e principalmente por ser a primeira experiência delas e a pessoa
ter aquele medo de derrubar tudo, não conseguir se virar com os alimentos e
tal. O importante é que elas se divertiram e puderam ter uma noção básica de
uma das muitas situações em que os deficientes visuais passam no cotidiano.
Depois que terminamos de comer, tivemos que arrumar a mesa,
lavar os talheres, guardar os alimentos na geladeira e jogar o lixo fora.
Podemos dizer que o chão ficou maravilhosamente ‘lindo’ e grudando, ai a Bethy
nos deu umas dicas de como os deficientes visuais limpam a casa que eles residem – eles utilizam os pés para saber se
o chão está realmente limpo.
Na parte da tarde elas não puderam permanecer conosco, pois
tinham muito trabalho pra fazer no LAB, mas a experiência foi muito válida.
A nossa próxima tarefa é adaptar um livro em Braille
e com imagens e desenhos para quem tem baixa
visão, começamos hoje – primeiro com a impressão em tamanho 24, letra Arial
Black – e segunda-feira iremos terminar com a parte do desenho em relevo e
tendo que fazer o contraste – das cores - com pintura ou colagem, e faremos o
Braille por ultimo.
Para adaptar o livro vimos alguns exemplos em outros livros,
de contraste e de como fica o
Braille e a letra ampliada na mesma folha e percebemos que depende muito da
pessoa que está lendo e da doença que ela tem. Já para quem tem cegueira e a
pessoa tem habilidade de ler pode-se
escrever dos dois lados da folha.
Só pra complementar:
As garotas adoraram o CEPRE e querem voltar mais vezes *-*
| May ajudando a guardar as coisas na geladeira. |
| Flávia tirando a bolacha com a venda e com sua farofinha de bolo do lado. |
| Bruh tomando suco de laranja... ops é de uva né |
| Luana tentando cortar o bolo com a faca e pegar com o garfo, coisa que eu deveria ter feito ao invés de comer com a mão hehe |
| A gente tentando descobrir o que que era cada objeto que estava acima da mesa. |
| Bruh e eu pegando as gelatinas da geladeira para levar até a mesa e lá descobrirmos o que era. |
| Lau, Bruh e eu digitando em letra ampliada para imprimir e começarmos nosso livro adaptado. |
| Gente sério que tem fantasma no computador?! |
| História pronta, próximo passo é passar para o Braille e fazer os desenhos adaptados. |