sábado, 28 de janeiro de 2012

Complementando

Finalmente a Bruh realizou o sonho dela, me fazer passar pela experiência de comer vendada e experimentar o bolo que era de chocolate e dizer que era de farinha – se é que esse bolo existe né.
Hoje o dia foi bem agitado e nem deu tempo de terminar toda a atividade haha
As garotas do LAB vieram pro CEPRE na parte da manhã pra conhecer e ter novas experiências. Antes delas chegaram as senhoritas: Bethy, Ana, tia Lilian e Fátima estavam de segredinho sobre a surpresa de hoje e a Lau, Bruh e eu estávamos morrendo de medo do que estava por vir hehe Claro que a venda era inevitável né, a Flávia e a Luana chegaram e fomos guiadas até a sala adaptada para tomarmos o ‘coffee break’.
Foi super divertido e complicadinho – tudo bem que a coordenação motora da pessoa aqui não ajuda hehe -, como sempre a mesa parecia ser mil vezes maior do que realmente era, mas os objetos foram fáceis de ser identificados e como a Bruh e eu já conhecíamos o ambiente foi mais fácil nos direcionar por ele.  Ah, eu derrubei  ¾ da geléia na mesa, igualzinho eu fiz com a margarina – LIGHT hehe -  da outra vez.
Já pra Flávia e pra Luana foi mais difícil, pois elas não tinham noção do espaço em que estavam e principalmente por ser a primeira experiência delas e a pessoa ter aquele medo de derrubar tudo, não conseguir se virar com os alimentos e tal. O importante é que elas se divertiram e puderam ter uma noção básica de uma das muitas situações em que os deficientes visuais passam no cotidiano.
Depois que terminamos de comer, tivemos que arrumar a mesa, lavar os talheres, guardar os alimentos na geladeira e jogar o lixo fora. Podemos dizer que o chão ficou maravilhosamente ‘lindo’ e grudando, ai a Bethy nos deu umas dicas de como os deficientes visuais limpam a casa que eles residem – eles utilizam os pés para saber se o chão está realmente limpo.
Na parte da tarde elas não puderam permanecer conosco, pois tinham muito trabalho pra fazer no LAB, mas a experiência foi muito válida.
A nossa próxima tarefa é adaptar um livro em Braille e com imagens e desenhos para quem tem baixa visão, começamos hoje – primeiro com a impressão em tamanho 24, letra Arial Black – e segunda-feira iremos terminar com a parte do desenho em relevo e tendo que fazer o contraste – das cores - com pintura ou colagem, e faremos o Braille por ultimo.
Para adaptar o livro vimos alguns exemplos em outros livros, de contraste e de como fica o Braille e a letra ampliada na mesma folha e percebemos que depende muito da pessoa que está lendo e da doença que ela tem. Já para quem tem cegueira e a pessoa tem habilidade de ler pode-se escrever dos dois lados da folha.
Só pra complementar: As garotas adoraram o CEPRE e querem voltar mais vezes *-*

May ajudando a guardar as coisas na geladeira.
Flávia tirando a bolacha com a venda e com sua farofinha de bolo do lado.
Bruh tomando suco de laranja... ops é de uva né

Luana tentando cortar o bolo com a faca e
 pegar com o garfo, coisa que eu deveria ter feito ao invés de comer com a mão hehe
A gente tentando descobrir o que que era cada
 objeto que estava acima da mesa.
Bruh e eu pegando as gelatinas da geladeira para levar até
 a mesa e lá descobrirmos o que era.  
Lau, Bruh e eu digitando em letra ampliada para imprimir
e começarmos nosso livro adaptado.



Gente sério que tem fantasma no computador?! 

História pronta, próximo passo é passar para o Braille e
fazer os desenhos adaptados.


Não posso deixar em off: Tinha prato e colher pra todo mundo em cima da mesa – eu como sou selvagem, comi o bolo com a mão mesmo haha –, mesmo assim a galera insistia em uma pegar o da outra, só ouvia gente perguntando: Cadê o copo que tava aqui na minha frente?! E alguém que estava sem a venda respondia: Será que está ai mesmo?! Procura pela mesa toda. E lá ia a pessoa que já tinha feita uma baita procura, procurar por outro copo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Muitos acontecimentos em um dia

De manhã recebemos as meninas do LAB a Luana e a Flávia, nós tomamos café da manhã, mas teve um pequeno detalhe...tomamos café vendadas, OHHHH meu Deus, mas dessa vez fui bem melhor, consegui fazer as técnicas, fiz menos sujeira, conhecia o ambiente, então foram vários fatores que ajudaram para eu conseguir. As meninas não conheciam o ambiente e também não sabiam como fazer, elas ficaram perdidas, mas é normal acontecer isso na primeira vez, porque né eu posso falar porque na primeira vez foi um desastre haha'
Depois que comemos a gente arrumou a mesa, lavou a louça e colocou as coisas na geladeira fizemos tudo isso com vendas, conseguimos mas nós éramos em quatro pessoas em pé andando para lá e para cá  na pequena sala então todo mundo trombava em todo mundo, ou seja não deu muito certo.
O legal é que a Luana e a Flávia gostaram da atividade, se interessaram e aprenderam. Elas puderam perceber um pouco o que um deficiente visual passa...Aprendemos, mas também foi muito divertido!
As meninas ficaram com a gente só o período da manhã infelizmente... Então no período da tarde eu, a May e a Lau começamos a adaptar livros para pessoas com baixa visão e cegos, ou seja., nós ampliamos a letra, vamos escrever em Braille, desenhar as figuras em revelo, texturas diferentes tudo para que essas pessoas possam conseguir ler e entender os livros, sim da muuito trabalho, mas é gostoso de fazer, o importante é que esses recursos tanto o livro quanto os outros que já fizemos vai poder ajudar os deficientes e é isso que importa (:
Hoje o dia foi corrido e teve muita coisa, até fiquei meio perdida de como começar esse post, to cansada hein? Mas está valendo a pena! Estou até pensando em fazer faculdade de fono haha' a Lau agradece haha'
Lau na frente guiando, eu e a May atrás sendo guiadas.

Flávia (esquerda) sendo guiada pela Fátima (direita).

Luana (direita) sendo guiada pela Bete (esquerda).

Nessa imagem temos a Luana, Flávia, May e eu, estamos sentadas em uma mesa.

Eu escrevendo no computador parte do livro que estamos adaptando.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Novo Ambiente

Hoje fomos para um espaço diferente e super calmo, adivinha ... BIBLIOTECA! Lá encontramos mais duas garotas do projeto que estão adaptando uma história em Braille.
Conhecemos a Daise e o Vilson que teve cegueira adquirida aos sete anos e que é um exemplo pra todas as pessoas da sociedade, principalmente por mostrar que pessoas com qualquer tipo de deficiência pode ter uma vida mais do que normal. Ele nos disse que sabe tocar instrumentos e está com projeto de fazer partituras em Braille.
Conhecemos a mãe da Mari e do Lucas – que eu infelizmente não conheci – a Ana, que é um doce de pessoa. Ela nos contou várias situações em que ela e o Lucas - que é deficiente visual – passaram e que ela aprendeu o Braille quando ele era um bebê e foi aprendendo a adaptar brinquedos, jogos, etc, para ele ter uma vida comum e igualitária. Podemos tirar a idéia de que mesmo se a pessoa morar em um lugar onde não há recursos e que o diferente é super desconhecido se ela realmente se empenhar vai conseguir mostrar e desenvolver idéias naquele lugar de que se pode conviver com o diferente e de como lidar com ele.
Adaptamos um baralho hoje com a Ana e utilizamos a Reglete e a Máquina de Escrever em Braille e um jogo de dama – com cartolina, barbante, cola colorida 3D e cola - que nós vamos pegar amanhã, pois deixamos secando haha
Tivemos uma palestra sobre inclusão e exclusão o que basicamente é: uma pessoa não deve se comparar ou ser comparada a outra por motivo ou situação nenhuma, pois isso leva a exclusão, que é, no caso: esse individuo vai ser rebaixado ao nível do outro dependendo da comparação. A inclusão deve ser aplicada no mundo todo, deveria haver crianças com deficiência em todas as escolas de ensino público ou particular, cada um com seu material adaptado de acordo com suas necessidades, o professor deve saber lidar com esse aluno e levar para a sala de aula materiais que ajudem tanto o aluno com deficiência quanto o aluno sem deficiência alguma.
Discutimos também sobre o Braille e Libras – que é a linguagem de sinal - serem línguas necessárias para o aprendizado de todos, que seria demais, imagine a galera toda do seu colégio com essas novas técnicas, podia até haver menos gritaria com a ajuda da Libras.
Vilson nos mostrando a técnica do Braille.

Bruh e  May vendo o livro adaptado para deficientes visuais


Ana nos mostrando como adaptar jogos com vários materiais

Jogo de dama adaptado pela Tia Lilian e a Lau

A galera adaptando o jogo de dama com E.V.A, barbante,
cartolina e tinta 3D

Braille e audiodescrição

Primeiro quero pedir desculpas por não ter postado na terça :/  mas agora estou aqui para relatar o que aconteceu!

Ficamos a manhã inteira aprendendo mais sobre o Braille! Mas desta vez aprendemos as palavras com acento e pontuação, escrevemos na reglete , é muito difícil no começo, mas depois que pega o jeito e a prática tudo fica bem masi fácil, mas é que tem de escrever da direita para esquerda. Também escrevemos na máquina de escrever em Braille.
Vimos alguns vídeos, como a audiodescrição, sobre os direitos dos deficientes.

Anota aí: A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. Ela permite que os cegos saibam  o ambiente que as pessoas estão no filme/novela.

Por fim eu e a May terminamos a máscara, colocamos o elástico e levamos embora *-* 



Da esquerda para direita Lau, eu e May, sentadas nas mesas com as regletes.

Eu escrevendo na reglete, na verdade "apanhando" haha'

Lau escrevendo um texto na reglete.

A May também escrevendo na reglete, ela achou mais fácil escrever aí do que na máquina.

Essa imagem é conhecida como Célula Braille, são seis pontos.


Eu com a Fita Rotuladora, escrevendo meu nome.


Célula Braille , com a forma do "R".
OBS: Uma foto da  Fita Rotuladora

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Primeiro contato com o Braille

A atividade que nós demos para o grupo hoje foi de fazer máscaras, nós ajudamos, de todos ficaram bonitos *-*
Acompanhamos uma aula de recursos de informática, a Fátima apresentou o DOSVOX (já falei dele aqui no blog), todos que estavam no grupo participaram do jogo da forca e tinha um homem que sabia a maioria das palavras!
Hoje aprendemos o Braille (AAAAAAAA sempre quis aprender, sério mesmo) no começo é difícil, mas a Fátima foi por etapas...Aprendemos a primeira linha que vai da letra A-J, a segunda vai do K-T e a terceira do U-W, aí foi ficando fácil (: Escrevemos algumas coisas em Braille na máquina de escrever em Braille
 é muuuuito legal.
No final da tarde nós fizemos nossas máscaras, a minha ficou até que legal vai! haha'
Ahh nós também entramos em um site que ajuda a aprender o Braille, tem a explicação e depois tem as atividades quem quiser o site está aí : http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/Portugues/braille.html

Folha da May, está escrito o nome dela e um monte de palavra sem sentido segundo ela. haha'
Lau, eu e May mexendo nas máquinas.
Eu bem concentrada em escrever minha linda frase. haha'
May concentrada em escrever palavras sem sentido. haha'
Lau verificando se está tudo certo em sua máquina.
Máquina de escrever em Braille.
Minha folha na máquina de escrever em Braille.
Meu nome, nome da minha mãe e a frase "Ai gente como assim??" em Braille.

Primeiras Vezes

Já que o carnaval está chegando, fizemos máscaras com o grupo de reabilitação, usamos e.v.a, cartolina, glitter, lantejoula, penas e outros materiais. A galera adorou a idéia e ficaram super empolgados, e dessa vez nós ajudamos bastante. Ah, não ajudamos a locomovê-los para a sala dessa vez, pois estávamos ajudando a arrumar os materiais na mesa ;)
Tive a primeira aula de informática – a Bruh já tinha tido com o Lucas e tal – e a Gil ... ops, a Fátima nos mostrou o DOSVOX, que é um programa gratuito que pode ser baixado pela internet ou você pode ir no banco Santander e pedir para eles liberarem. A voz do programa parece de uma japonesa haha e no começo pode ser difícil o entendimento, mas depois você acaba se acostumando. Ele é usado para guardar arquivos e há alguns joguinhos para o entretenimento também, o melhor é o jogo da forca, rimos muito.
Nossa primeira aula de Braille foi hoje também e pensamos que ia ser muuuito difícil, mas conseguimos pegar bem – segundo a Fátima né – haha não é tão difícil assim, só tem que treinar bastante porque algumas letras confundem como o D e o H *-* Depois usamos a máquina de escrever em Braille e é bem mais difícil que decorar as letras por si só, mas fizemos um pequeno texto e eu adorei *-*
No final do dia fomos fazer as nossas máscaras porque também merecemos né, – eu acho o.o – eu derramei o vidrinho inteiro de glitter na mesa – mas isso a gente pode deixar em off – e a Bruh não parava de rir – o que não é novidade hehe.  Mas no final deu tudo certo e as máscaras ficaram puro glamour haha.
Acidentes de trabalho: Cuidado para não se queimar na cola quente, quando realizar esses tipos de trabalho como a inteligente aqui fez e trouxe para casa uma linda bolha *-*

A Fátima nos mostrou um site para treinar melhor o Braille, se quiserem: http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/Portugues/braille.html
Para Baixar o DOSVOX: http://www.baixaki.com.br/download/dosvox.htm

Máscara da May, adaptada com cola 3D, lantejoula e pena
Máscara da Bruh, adaptada com cola 3D, lantejoula e pena

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Making Of de Sexta-feira

Bruh colando a textura no mapa adaptado.

May colando sagu no mapa adaptado.

Lau e May terminando - pintando - o Plano Inclinado.

Piadinha do 'Espirito Santo' da Bruh fazendo todo mundo rir.

Já não basta se encher de cola, a Bruh quer virar Avatar.

Bruh pintando delicadamente com o dedo seu Plano Inclinado.

Bruh e May fazendo os dominós adaptados.

May refazendo um dominó que foi destruído pela Bruh - sem querer, claro - haha

Bruh refazendo um dominó destruído pela May - vingança? haha Não, não. 

Produção A Mil


O dia foi bem produtivo, comemoramos o aniversário da Bethy que foi super bacana, comemos brigadeiro de novo hehe e mesmo com a correria e o medo dela descobrir antes conseguimos fazer com que tudo desse certo e ela disse que adorou *-*
Antes disso vimos alguns jogos adaptados para deficientes visuais como dominó, dama, baralho e jogo da velha.  A Bruh e eu jogamos dominó, nos embaralhamos um pouco no jogo, mas foi divertido, já a Lau e a Máh jogaram o mais complicado na minha opinião, a dama. Depois disso pudemos escolher um jogo pra fazermos e acabamos ficando com o dominó mesmo, que ficou super fofo.
Fizemos também um mapa do Brasil adaptado, onde usamos diferentes materiais para ‘separar’ os estados.  E o interessante é que o mapa pode ser usado tanto para cegos quanto para pessoas que possuem baixa visão, pois podemos usar as diferentes tonalidades para diferenciar um estado do outro.
E sobrou um tempinho para terminarmos nosso Plano Inclinado e pudemos trazer pra casa o que chamou atenção da galera toda que estava no ponto do ônibus haha.
Se quiserem ter uma noção de alguns brinquedos para deficientes visuais entrem nesse link:  http://www.brinquedoteca.org.br/si/site/0005

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dia das Adaptações

 Vimos jogos adaptados tanto para cegos quanto para baixa visão, existem vários jogos como dominó, jogo da velha e dama. Eu e a May jogamos dominó e escolhemos um jogo para nós adaptarmos e o escolhido foi o... dominó. Fizemos com EVA e com tinta relevo, com essa tinta fizemos os pontinhos é desse jeito que eles conseguem saber que peça que é.
Hoje foi festa surpresa para a Bete, foi uma correria mas deu tudo certo no final (: e o importante é que ela gostou!
Fizemos também uma adaptação do mapa do Brasil para cegos e baixa visão, em cada estado nós colocamos texturas e cores diferentes, para saberem onde acaba e onde começa o estado, usamos lantejoulas, sagu, velcro, cola colorida, tecido, lixa, miçangas, crepom, lã, esses são alguns materiais que usamos, mas é possível usar outros materiais, o importante é que o deficiente saiba diferenciar as texturas ou cores.
Acabamos o plano inclinado também! e o mais legal é que nós levamos para casa e umas 5 pessoas perguntaram e se interessaram pelo plano inclinado e fiquei feliz por explicar o que era *-* o menino queria um igual ao meu! porque o plano inclinado não é só bom para quem tem visão baixa, mas para as outras pessoas uasarem para estudar, ou para ler livros.
May e eu jogando dominó com as vendas.
Dominós que nós fizemos preto com bolinhas amarelas *-*













Plano inclinado vermelho da May
Meu plano inclinado azul



Mapas do Brasil adaptados. O meu está na esquerda e o da May está na direita.